Posts de Fevereiro, 2008

Last.fm inicia oferta de faixas e álbuns inteiros gratuitamente

Fevereiro 7, 2008

Rede social baseada em música oferece serviço em beta público com o apoio de grandes gravadoras e artistas independentes

Da Redação

Os usuários da rede social de músicas Last.fm passaram a ouvir, a partir de quarta-feira (23/01), faixas e álbuns musicais inteiros gratuitamente por meio do serviço.

A ação é planejada há anos, segundo post de Richard Jones no blog da Last.fm. A rede tem apoio das gravadoras EMI, Sony BMG, Universal e Warner, além de diversos artistas e gravadoras independentes.

“Tornamos disponível online – e gratuitamente – o maior acervo legal de músicas. Esta é a forma que acreditamos ser correta”, escreveu Jones.

No Brasil, o cantor, compositor e Ministro da Cultura Gilberto Gil manifestou opinião parecida, criticando o modelo “mastodôntico” das gravadoras e afirmou, esta semana, que planeja lançar suas músicas primeiro na internet.

As faixas completas na Last.fm são oferecidas, por enquanto, nos Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha. A rede musical se esforça em expandir o serviço a outros Países, de acordo com Jones.

Esta versão beta inicial permite que cada música seja tocada até três vezes gratuitamente, antes que o usuário seja alertado sobre uma possível inscrição no serviço – este será anunciado em breve, mas o blogueiro não revela quando.

As gravadoras e artistas são pagos cada vez que alguém ouve uma faixa. A Last.fm usa uma parte do lucro obtido com os anúncios no site para tal.

Artistas independentes também podem se inscrever gratuitamente para oferecer suas produções.

Jones conta ainda que a Last.fm trabalha para oferecer músicas completas com enfoque no desktop e “além”.

Vendas de música digital crescem mais de 150% no Brasil

Fevereiro 7, 2008

A venda de músicas digitais representa 15% da receita da indústria fonográfica mundial. Apesar do recorde, a nova forma de receita não compensa a queda na venda de cds

Da Redação

No Brasil, cada vez mais gente prefere comprar música pelo computador e pelo celular ou baixar a música na internet, só que nem sempre legalmente.

Uma busca rápida na rede e a música já está no computador. O publicitário Guto Araki acredita que só quem é muito fã sai de casa para comprar um cd. “Existe ainda assim um hábito nostálgico de ir a loja e comprar um cd“, acredita.

Comportamento típico de quem se acostumou à realidade de um mundo virtual. “Hoje você não pode se restringir única e exclusivamente em ir à loja. Afinal de contas, o MP3 está ai”, completa o publicitário.

15% do faturamento
A venda de músicas digitais representa 15% da receita da indústria fonográfica mundial. Em 2007, arrecadou US$ 2,9 bilhões, 40% mais do que no ano anterior. O rock adolescente de Avril Lavigne foi o maior sucesso da internet no ano passado.Utada Hikaru e Rihanna vieram logo atrás.

No Brasil, esse mercado cresceu 157% no ano passado, em relação a 2006. O faturamento quadruplicou e responde por 8% da arrecadação das indústrias nacionais, 76% graças a telefonia móvel. “Pelo celular você tem a facilidade de não precisar utilizar o cartão de crédito. Então com três toques você já está comprando música”, diz o gerente de negócios da Vivo, José Guilherme Novaes.

O Brasil não faz um ranking das músicas mais procuradas. Mas, segundo as operadoras de telefonia móvel, a banda inglesa Queen e o cantor de hip hop Akon foram os mais procurados em dezembro. Ivete Sangalo deve ser a primeira cantora a receber um disco de ouro com uma música vendida pelo celular. São 50 mil cópias de Berimbau Metalizado em uma operadora.

Apesar dos recordes de downloads, a receita do comércio de músicas por celular ou pela internet não compensa a perda de faturamento provocada pela queda na venda de cds. A tecnologia que tornou possível esse mercado tem um lado ‘B’, a pirataria.

Segundo a Associação Brasileira de Produtores de Discos, para cada música baixada legalmente da rede, outras 20 são cópias ilegais. A entidade quer que os provedores de acesso controlem os downloads dos clientes. “O mercado musical tem urgência para que os direitos de seus titulares sejam respeitados e preservados também e principalmente no mercado digital”, diz Paulo Rosa, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Discos.

João Marcelo Boscoli, diretor de uma gravadora, não acha que monitorar o internauta seja a melhor saída. Para ele, a indústria tem que encontrar outra forma de tornar o negócio da música lucrativo no terceiro milênio. “A sociedade já tomou essa decisão. Ela não esta disponível ou disposta a fazer uma compra de música pela internet. É uma mudança de era e a crise é importante porque você tem que derrotar, você tem que demolir um modelo pra construir outros modelos”, acredita.